Raízes da desigualdade por deficiência: quais contribuições dos modelos teóricos para compreendê-las?
DOI:
https://doi.org/10.58210/fprc3579Palavras-chave:
deficiência, interação social, desigualdade, Pierre Bourdieu, disability studiesResumo
Com este ensaio, coloco em perspectiva aportes dos estudos da deficiência que buscaram descrevê-la como desigualdade, a fim de aproximá-la de conceitos de Pierre Bourdieu. Uma das principais afirmações do chamado modelo social ou modelo britânico da deficiência foi explicá-la como opressão pelas barreiras do capitalismo ao corpo com impedimentos (alterações ou lesões) corporais. Quais os limites desse axioma ao descrever a deficiência como desigualdade? Ele é capaz de explicitar as raízes da desigualdade por deficiência? A partir de uma ancoragem na sociologia do corpo, busco analisar como os conceitos de corpo, habitus, hexis corporal e campo em Bourdieu superam dicotomias essencializadoras dos estudos da deficiência em torno dos pólos impedimento/deficiência, para estabelecer uma aproximação entre o conceito de habitus à interação social. Por fim, coloco em escrutínio o alcance e a validade de modelos propostos no eixo eurocentrista-estadunidense para o contexto do Sul Global, em cenários de capitalismo periférico.
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