A cultura jurídica brasileira e a colonialidade digital

Autores

DOI:

https://doi.org/10.58210/rie3786

Palavras-chave:

Colonialidade digital, Cultura jurídica, Algoritmos, Brasil, Soberania digital

Resumo

O artigo investiga a hipótese de que a colonialidade digital constitui uma nova fase histórica da cultura jurídica brasileira, reconfigurando seus fundamentos epistemológicos, institucionais e políticos. Parte-se de abordagem qualitativa e teórico-crítica, ancorada nas epistemologias do Sul e na filosofia da libertação, especialmente nas contribuições de Enrique Dussel e Aníbal Quijano. O procedimento metodológico consiste em análise teórico-conceitual articulada ao exame empírico de casos paradigmáticos de incorporação de tecnologias digitais no campo jurídico, com ênfase em sistemas de inteligência artificial, algoritmos preditivos e tecnologias de vigilância aplicadas à justiça, em contextos brasileiros e internacionais. Sustenta-se que a economia política dos dados e a governança algorítmica reconfiguram a cultura jurídica nacional, atualizando a colonialidade no interior das práticas e saberes jurídicos. Conclui-se que a colonialidade digital não representa mera modernização tecnológica do direito, mas uma reestruturação de sua racionalidade histórica, com impactos na autonomia cognitiva e política do Sul Global.

Biografia do Autor

Carlos Eduardo do Nascimento, Universidade Regional de Blumenau

Doutorando em Desenvolvimento Regional pela Universidade Regional de Blumenau (FURB). Bolsista CAPES pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional. Mestre em Direito pela Universidade Regional de Blumenau (FURB).

Ivone Fernandes Morcilo Lixa, Universidade Regional de Blumenau

Doutora em Direito pela Universidad Pablo de Olavide, Espanha. Estágio de pós-doutorado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Direito pela UFSC. Professora, pesquisadora e extensionista do Curso de Direito da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

Publicado

13-04-2026

Como Citar

Nascimento, Carlos Eduardo do, e Ivone Fernandes Morcilo Lixa. 2026. “A Cultura jurídica Brasileira E a Colonialidade Digital”. Revista Inclusiones 13 (2):e3786. https://doi.org/10.58210/rie3786.

Edição

Seção

Artículos

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