ENSINO DE MATEMÁTICA BRASILEIRO EM UMA PERSPECTIVA INCLUSIVA: PROPOSTAS DE ATIVIDADES PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL COM O APARELHO SOROBAN

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Me. Vanessa Lays Oliveira dos Santos
Dr. Marcus Bessa de Menezes
Dr. Eduardo Gomes Onofre

Resumen

Este artigo é recorte de uma pesquisa de mestrado na qual idealizamos o produto educacional,
“soroban: ferramenta didática no ensino de matemática para alunos cegos”, desenvolvido para
auxiliar professores de matemática do ensino básico. Abordamos nesse texto, a importância de
estratégias metodológicas e o uso de materiais didáticos indicados ou adaptados para alunos com
deficiência visual, inseridos na sala de aula regular. Trazemos para enriquecer nossas discussões,
acerca de trabalhos desenvolvidos para esse público, autoras como: Souza (2014), Marcelly (2010)
e Fernandes e Healy (2010), que desenvolvem pesquisas em educação matemática inclusiva. O
produto educacional é composto de atividades envolvendo as quatro operações fundamentais
(adição, subtração, multiplicação e divisão), de números naturais e decimais, tendo como material
didático principal para sua realização, o soroban, um aparelho de contar e calcular, utilizado por
pessoas cegas. O método utilizado no soroban para efetivar as operações é a “técnica ocidental de
menor valor relativo”, que favorece a compreensão das operações pelo aluno cego, pois é
semelhante ao processo de cálculo desenvolvido no sistema educacional brasileiro, isto possibilita
uma maior participação do aluno durante as aulas. A formação para apresentação das atividades
que compõem o produto educacional, foi dividida em duas etapas; a primeira para tratar das
operações com números naturais e a segunda para o desenvolvimento dessas operações com os
números decimais. Os resultados abordados nesse trabalho, se refere somente a primeira etapa da
formação, onde ao final desta, percebemos que o soroban não é um aparelho do conhecimento
cotidiano dos docentes, nem mesmo daqueles que desenvolvem trabalhos nas salas de Atendimento
Educacional Especializado (AEE), dessa forma, destacamos a importância de formações
continuadas e outras ações que preparem a comunidade escolar para atender os alunos com
deficiência visual.

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