RAPADURA É DOCE, MAS É DURA: UM PANORAMA DA REALIDADE DE EXPLORAÇÃO NO TRABALHO DO CORTE DA CANA-DE-AÇÚCAR EM PERNAMBUCO

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Dra. Elizabeth da Silva Alcoforado
Dra. Isabele Bandeira de Moraes D’Angelo
Dr. Jorge Souza Alves
Lic. Geovana Roseane de Araújo
Lic. Palloma Lays de França Almerida

Resumen

Vinculado ao Projeto de Pesquisa PIBIC/CNPq intitulado: O LADO AMARGO DO CANAVIAL: “boia
fria” – a escravidão da modernidade, o referido artigo busca analisar a participação do trabalhador
do corte da cana, na região de Pernambuco, nordeste do Brasil, como figura central no processo de
superexploração do setor agroalcooleiro. Para tanto, nos aproximamos teoricamente, do conceito de
produção por peça e seu consequente pagamento por produção, para compreender como a
utilização deste mecanismo no processo de trabalho, consiste e se expressa em elementos da
superexploração do trabalhador que sobrevive do corte da cana como estratégia de vinculação ao
mundo do trabalho. Dentre os elementos que configuram o processo de superexploração foram
encontrados: longas jornadas de trabalho, intensificação da força de trabalho, redução do consumo
necessário à reprodução desta força de trabalho em função da limitada remuneração dos
trabalhadores.

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