GÉNERO, SUSTENTABILIDADE CULTURAL E ATIVISMO DE MÚSICA NA FESTA DA SANTA CRUZ NO CONTEXTO DOS DIREITOS HUMANOS

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Dra Sheila Nunes da Silva

Resumen

Nas últimas décadas os estudos têm analisado diferentes processos de tradicionalização, desde a
folclorização ao revivalismo de música e dança. De entre os comportamentos expressivos que
definem essas formas de cultura em Portugal, o meu estudo dirige-se para a Festa das Cruzes que
ocorre anualmente na Aldeia da Venda, no concelho do Alandroal. O meu interesse prende-se com
o ativismo exercido por mulheres pela manutenção de uma festa tradicional, ou seja, da herança
intangível, numa clara resistência às forças hegemónicas transnacionais. Este estudo apresenta uma
reflexão sobre as dinâmicas sociais tomadas por mulheres ativistas que lutam pela memória coletiva
e pela herança cultural imaterial local. Partindo da indagação da ação das mulheres ativistas na
construção da Festa da Santa Cruz; da relação destas mulheres na construção, na autoidentificação,
na promoção dos saberes por elas partilhados; e neste cenário a relação ecológica social para a
sustentabilidade da cultural, diversidade e direitos humanos. A investigação da Festa da Santa Cruz
foi feita na Aldeia da Venda, localizada em Alandroal, zona do Alentejo (Portugal). Como base foi
utilizada a imersão à campo, com observação participante, uso das técnicas da história oral; a
etnografia apoiou-se no estudo das práticas dialógicas e colaborativas com as mulheres e outros
participantes da celebração. De modo que, o projeto propôs desenvolver duas ações distintas: a
investigação académica e a ciência com e para a sociedade.

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