TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA E LÓGICA INVERTIDA DO SUS: DESAFIOS PARA A PRÁTICA DO PROFISSIONAL

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Mg. Priscilla Bezerra da Silva dos Santos Maia
Dra. Ana Maria de Vasconcelos
Dra. Luciana da Silva Alcântara

Resumen

O estudo foi realizado a partir da experiência vivida na residência multiprofissional em oncologia.
Nosso objetivo é analisar a inversão da lógica do SUS na materialização do TMO, abordando o papel
do assistente social que opta pelo projeto ético-político profissional, diante de contradições, limites e
possibilidades postos em prática em saúde, em uma unidade de transplante. Para tanto, abordamos
as condições socioeconômicas para manter a vida com qualidade do usuário transplantado e os
desafios de agir contra as políticas sociais e as tendências em saúde. Para atingir esses objetivos,
precisamos identificar os impactos sofridos pelos usuários após o TMO, o custo, a análise das
políticas sociais na conjuntura atual e as tendências assumidas, principalmente na área da saúde.
Resultados: Com a prioridade quase exclusiva de realizar o TMO, sem garantir as condições
socioeconômicas para o usuário apoiar o transplante e sobreviver, a lógica do SUS é invertida.
Assim, se fosse dada prioridade aos investimentos em ações voltadas à prevenção e promoção da
saúde, as taxas de incidência e mortalidade por doenças crônicas seriam reduzidas
significativamente, reduzindo a quantidade de demandas por tratamentos de alto custo, diminuindo,
consequentemente, sua necessidade. No entanto, se a lógica do SUS constitucional fosse mantida,
impactaria a perspectiva de manter a saúde como uma área de negócios potencial, como uma
mercadoria interessante, visando lucros gradualmente mais altos, na proposta de valorização e
concentração de capital. Conclusão: Observamos que a maneira como os investimentos em saúde
são aplicados revela que o interesse não se concentra em garantir a saúde da população, atendendo
aos princípios e diretrizes do SUS, mas em atender aos interesses burgueses da acumulação
capitalista.

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