Revista Inclusiones http://revistainclusiones.org/index.php/inclu es-ES Revista Inclusiones AS VIVÊNCIAS DE PESSOAS ADULTAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA RELAÇÃO COM A ESCOLARIDADE E CONCEPÇÕES DE MUNDO http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3113 <p>Este estudo é resultado de uma Tese de Doutorado em Educação defendida na Universidade<br>Federal de Alagoas em 2018 e analisou as vivências de pessoas adultas com Transtorno do Espectro<br>Autista (TEA) com relação à escolaridade e concepções de mundo, para evidenciar aspectos que as<br>potencializaram e/ou as fragilizaram no seu desenvolvimento e participação social. A abordagem<br>histórico-cultural de Vygotski constituiu o aporte teórico desta pesquisa, que utilizou a narrativa de<br>vida com unidade de análise a categoria vivência. Foi realizado em 2017 com quatro indivíduos com<br>TEA, oralizados, com idades entre 30 e 36 anos, no município de Maceió-Alagoas-Brasil, a partir de<br>entrevistas narrativas. Constatou-se que as vivências dos participantes, em seus espaços<br>familiares/escolares/sociais, refletiram em suas escolaridades e concepções de mundo, com<br>impactos no desenvolvimento, constituição, posição social, nas apropriações e atividades no mundo.</p> Ivanise Gomes de Souza Bittencourt Neiza de Lourdes Frederico Fumes Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 01 19 PRÁTICA INCLUSIVA NO ENSINO DA MATEMÁTICA: ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO - AEE http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3114 <p>A presente pesquisa tem como objetivo principal investigar Planos de Atendimento Educacional<br>Especializado (AEE), elaborados para alunos com deficiência intelectual, que têm como foco o<br>processo de ensino-aprendizagem de conteúdos matemáticos. Foram analisados 5 Planos de AEE<br>de professores que trabalham em uma escola pública do estado da Paraíba, Brasil. Referindo-se a<br>metodologia, foi realizada uma pesquisa descritiva com uma abordagem qualitativa, tendo a análise<br>documental como instrumento para a coleta dos dados. Os resultados demonstraram que os Planos<br>de AEE analisados não associavam os recursos pedagógicos as atividades que deveriam ser<br>desenvolvidas, assim como não relacionavam os objetivos com as metas previstas para o processo<br>de ensino-aprendizagem do aluno com deficiência intelectual. Concluímos que é importante investir<br>em uma formação continua para os docentes do AEE que tenha um maior foco na elaboração do<br>Plano de AEE.</p> Maria Aparecida Marcelino Patricio Eduardo Gomes Onofre Vanessa da Cruz Alexandrino Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 20 44 TABELA PERIÓDICA: AVALIAÇÃO DE UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA PARA ENSINAR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3115 <p>Esta pesquisa aborda investigações empreendidas no Grupo de Pesquisa de Metodologia para a<br>Educação Química (GPMEQ), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Tratando de avaliar<br>uma proposta de intervenção pedagógica para o ensino de tabele periódica, frente aos estudantes<br>com deficiência visual, no contexto do ensino regular. O material didático desenvolvido foi gerado a<br>partir de inúmeras estudos, com o propósito de promover a aprendizagem dos conceitos científicos.<br>O lócus da pesquisa foi o instituto dos cegos da cidade de Campina Grande, Paraíba, Brasil. Os<br>resultados apontam que a proposta pedagógica obteve uma avaliação satisfatória, sinalizando para<br>a importância da adaptação de estratégias e metodologias de ensino, além, de materiais que possam<br>subsidiar a aprendizagem do conteúdo na disciplina de Química.</p> Lucicleide Maria de Andrade Silva Gilberlândio Nunes da Silva Francisco Ferreira Dantas Filho Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 45 61 ENSINO DE MATEMÁTICA BRASILEIRO EM UMA PERSPECTIVA INCLUSIVA: PROPOSTAS DE ATIVIDADES PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL COM O APARELHO SOROBAN http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3116 <p>Este artigo é recorte de uma pesquisa de mestrado na qual idealizamos o produto educacional,<br>“soroban: ferramenta didática no ensino de matemática para alunos cegos”, desenvolvido para<br>auxiliar professores de matemática do ensino básico. Abordamos nesse texto, a importância de<br>estratégias metodológicas e o uso de materiais didáticos indicados ou adaptados para alunos com<br>deficiência visual, inseridos na sala de aula regular. Trazemos para enriquecer nossas discussões,<br>acerca de trabalhos desenvolvidos para esse público, autoras como: Souza (2014), Marcelly (2010)<br>e Fernandes e Healy (2010), que desenvolvem pesquisas em educação matemática inclusiva. O<br>produto educacional é composto de atividades envolvendo as quatro operações fundamentais<br>(adição, subtração, multiplicação e divisão), de números naturais e decimais, tendo como material<br>didático principal para sua realização, o soroban, um aparelho de contar e calcular, utilizado por<br>pessoas cegas. O método utilizado no soroban para efetivar as operações é a “técnica ocidental de<br>menor valor relativo”, que favorece a compreensão das operações pelo aluno cego, pois é<br>semelhante ao processo de cálculo desenvolvido no sistema educacional brasileiro, isto possibilita<br>uma maior participação do aluno durante as aulas. A formação para apresentação das atividades<br>que compõem o produto educacional, foi dividida em duas etapas; a primeira para tratar das<br>operações com números naturais e a segunda para o desenvolvimento dessas operações com os<br>números decimais. Os resultados abordados nesse trabalho, se refere somente a primeira etapa da<br>formação, onde ao final desta, percebemos que o soroban não é um aparelho do conhecimento<br>cotidiano dos docentes, nem mesmo daqueles que desenvolvem trabalhos nas salas de Atendimento<br>Educacional Especializado (AEE), dessa forma, destacamos a importância de formações<br>continuadas e outras ações que preparem a comunidade escolar para atender os alunos com<br>deficiência visual.</p> Vanessa Lays Oliveira dos Santos Marcus Bessa de Menezes Eduardo Gomes Onofre Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 62 77 AVALIAÇÃO TÉCNICA E PEDAGÓGICA DE PROFESSORES DE QUÍMICA QUANTO ÀS METODOLOGIAS E MATERIAIS UTILIZADOS NO ENSINO DE QUÍMICA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3117 <p>Esta pesquisa trata-se de uma investigação ao nível de mestrado, nomeada: recursos didáticos para<br>o ensino de geometria molecular á alunos cegos em classes inclusivas, no âmbito do Programa de<br>Pós Graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, da Universidade Estadual da<br>Paraíba (PPGECEM-UEPB). Para desenvolvimento deste estudo foi realizado uma avaliação da<br>proposta didática, e os professores de Química, que se valeram da proposta e dos materiais didáticos<br>realizaram suas contribuições mediante suas experiências profissionais a modo de apontar suas<br>considerações sobre toda a proposta e materiais. Os resultados mostraram que alunos cegos e<br>videntes apresentaram interesse significativo sobre o entendimento dos conteúdos abordados,<br>alguns professores perceberam uma autonomia maior por parte dos alunos cegos no uso das<br>ferramentas no desenvolvimento do conteúdo e, consequentemente, grande afeto entre todos.</p> Francisco Ferreira Dantas Filho Ana Patrícia Barros Diniz Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 78 103 ENSINO DE MATEMÁTICA: ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL INCLUINDO ALUNOS VIDENTES http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3118 <p>Esta pesquisa analisa a influência do conteúdo matemático “Plano Cartesiano” adaptado ao jogo<br>“Batalha Naval” na aprendizagem de alunos com deficiência visual no 2º ano do Ensino Médio em<br>uma Escola Pública brasileira, verificando seu desempenho escolar em situações de ensino com<br>alunos videntes. Por meio da abordagem qualitativa focada em um estudo de caso a pesquisa<br>envolveu entrevista semiestruturada com professor e alunos, adaptação do conteúdo matemático ao<br>jogo “Batalha Naval” e sua aplicação aos alunos com deficiência visual com apreciação avaliativa,<br>seguindo a etapa do planejamento das aulas ministradas por aqueles alunos aos alunos videntes<br>em sala de aula. Os resultados permitiram verificar que a aprendizagem do conteúdo com aplicação<br>do jogo tanto com alunos com deficiência visual quanto com os alunos videntes foram satisfatórios.<br>No entanto, observou-se que, apesar desta experiência vivenciada pelos alunos com deficiência<br>visual, a maioria destes não se sentem incluídos no ambiente escolar. Esta pesquisa revela a<br>necessidade de os professores e os alunos ampliarem atividades inclusivas com materiais didáticos<br>acessíveis ao ensino simultâneo com alunos videntes e alunos com deficiência visual.</p> Tayná Maria Amorim Monteiro Xavier Zélia Maria de Arruda Santiago Eduardo Gomes Onofre Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 104 119 A ORGANIZAÇÃO ESPACIAL EXCLUDENTE DA UFCG PARA PESSOAS COM CEGUEIRA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3119 <p>Este ensaio tem por objetivo analisar algumas normatizações que tratam da acessibilidade para<br>estudantes com cegueira, verificando sua operacionalização espacial no campus sede da<br>Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Para isso, foram feitas análises de algumas<br>normas técnicas e legislações vigentes e a verificação das suas aplicações para a adaptação do<br>espaço dessa Instituição de Ensino Superior (IES). Para a coleta do material empírico, foram feitos<br>registros fotográficos desse espaço institucional, a fim de evidenciar a sua adaptabilidade ou não<br>para a inclusão espacial desses educandos. Entre os resultados alcançados, identificamos que o<br>arranjo espacial dessa instituição pública apresenta formas geográficas que são inacessíveis para<br>os graduandos com cegueira, além de existirem poucos pisos táteis, os quais muitas vezes são<br>descontínuos e inadequados. Além disso, não há sinalização e orientação para a mobilidade com<br>segurança destes sujeitos, dificultando o acesso a equipamentos fundamentais para a construção<br>de seus conhecimentos como laboratórios, bibliotecas, salas de aulas, repartições administrativas<br>etc.</p> Sonia Maria de Lira Dr. Paulo Sérgio Cunha Farias Derechos de autor 2021 2021-10-18 2021-10-18 120 136 MEMÓRIAS E TRAJETÓRIAS DE VIDA: NARRATIVAS DE UM PROFESSOR COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3120 <p>O objetivo deste estudo foi analisar as memórias de um professor com deficiência auditiva a partir<br>da sua história de vida, percorrendo sua trajetória educacional, profissional e familiar. As narrativas<br>aqui apresentadas partem das recordações do entrevistado, como ressignificação de seu percurso.<br>É notório que as lembranças são resgate dos acontecimentos trazidos pelo sujeito. O método<br>escolhido para esta pesquisa foi da História Oral, e como instrumento de coleta das informações,<br>utilizei a entrevista por meio do WhatsApp, a rede social de mensagens instantâneas. O professor<br>respondeu as perguntas por de via áudio do aplicativo e em alguns momentos parava a digitalização<br>para esclarecer algum episódio esquecido através da fala. As narrativas se originaram das<br>lembranças, levando em consideração reflexões e o diálogo como também as expectativas que um<br>professor das séries iniciais do ensino fundamental I percorreu galgando espaços em sua trajetória.</p> Luiz Eduardo Paulino da Silva Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 137 152 POLÍTICAS AFIRMATIVAS E INCLUSÃO: PERSPECTIVAS PARA A FORMAÇÃO DO ESTUDANTE COM DEFICIÊNCIA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3121 <p>A diferença nas oportunidades educacionais para o estudante com deficiência no Brasil é um tema<br>que merece ser prioridade, uma vez que interfere na inserção desse futuro cidadão nas instituições<br>sociais como um todo. Nosso ensaio teórico-metodológico se propõe a: i) discutir a missão das<br>políticas afirmativas para refletir sobre a inclusão e políticas de reconhecimento da diversidade; e<br>especificamente: ii) discutir a inclusão escolar frente a legislações específicas brasileiras como<br>avanços nas práticas educacionais brasileiras e iii) ratificar a necessidade de se construirmos e<br>reavaliar ações afirmativas frente ao cenário atual de precariedade social e subjetiva a que os<br>estudantes com deficiência se encontram. Resultados: a partir da história das políticas afirmativas e<br>da legislação vigente em educação inclusiva, percebe-se a necessidade de construção de novas<br>gerações que respeitem a multiculturalidade e a diferença na escola.</p> Cristina Miyuki Hashizume Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 153 160 ANÁLISE PRELIMINAR DA PRODUÇÃO TEXTUAL ESCRITA DE ALUNOS SURDOS: INFLUÊNCIAS DA LIBRAS NA LP http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3122 <p>O presente artigo tem por objetivo discutir questões ligadas à produção textual escrita de alunos<br>surdos; mais especificamente, busca-se analisar a produção textual de alunos surdos inseridos na<br>escola regular, tendo como foco a estrutura organizacional de seus textos, em se tratando dos usos<br>em tais produções que diferem da norma culta escrita em português, identificando em que medida<br>tais usos se aproximam ou se distanciam. Uma vez que os alunos surdos, no uso da linguagem,<br>mobilizam diferentes estratégias (uso da anatomia visual e da anatomia da mão e do braço, no caso<br>da língua de sinais, Libras), busca-se estabelecer uma comparação entre a produção textual de<br>diferentes alunos surdos, identificando as diferenças que estes apresentam, com relação à escrita<br>convencional. A título de sugestão, são apresentadas algumas possibilidades de estratégias que<br>podem ajudar professores e alunos surdos no trabalho com o texto escrito em português.</p> Erivelton da Silva Lopes Marília Fernanda Pereira de Freitas Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 161 174 A AQUISIÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA COMO SEGUNDA LÍNGUA POR ESTUDANTES SURDOS BRASILEIROS: O QUE ESPERAMOS PARA O AMANHÃ? http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3124 <p>Esse estudo realiza reflexões acerca das barreiras encontradas pelos surdos em relação à aquisição<br>da língua portuguesa e sobre possíveis ações que podem ser tomadas para superar esses<br>problemas e entraves. O estudo possui uma abordagem qualitativa de cunho bibliográfico e segue<br>as orientações de Triviños (2010). Ajudam a embasar o trabalho autores como Quadros (1997, 2005,<br>2019), Alves e Cavalcanti (2019), Stumpf et. al (2020), Reis e Morais (2020), Almeida (20021), entre<br>outros. Os dados revelam que a aquisição da língua portuguesa pelos alunos surdos não trilha os<br>mesmos passos que a dos alunos ouvintes. Além disso, foi possível identificar que a aquisição da<br>língua de sinais e da escrita de sinais são importantes para o fortalecimento da aquisição da língua<br>portuguesa. Nesse contexto, fatores como diferenças maturacionais no aprendizado do português,<br>o domínio da LIBRAS e os estímulos familiares e escolares são importantes no processo de<br>aquisição.</p> Matheus Lucas de Almeida Juanna Beatriz de Brito Gouveia Michelle Mélo Gurjão Roldão Wanilda Maria Alves Cavalcanti Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 175 192 PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: BARREIRAS ARQUITETÔNICAS E ATITUDINAIS QUE REPRODUZEM VIOLÊNCIA SIMBÓLICA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3125 <p>Objetivamos neste artigo apresentar reflexões teóricas sobre barreiras arquitetônicas e atitudinais<br>que reproduzem violência simbólica contra as pessoas com deficiência. O faremos à luz de autores<br>como Bourdieu, Kabengele e Alves, entre outros. Os entraves impostos diariamente às pessoas com<br>deficiência interferem ou mesmo suprimem o direito de “ir e vir”. Este artigo analisa a violência<br>simbólica advinda das barreiras arquitetônicas e barreiras atitudinais no contexto das pessoas com<br>deficiência. As determinações das normas legais de acessibilidade e o dever do poder público em<br>minimizar ou extirpar formas de obstáculos evidentes nos espaços urbanos também são discutidos,<br>posto que impedem a livre circulação de pessoas com algum tipo de deficiência. O argumento<br>desloca-se para a conscientização da sociedade a respeito de como caracteriza as pessoas com<br>deficiência, muitas vezes rotulando-as por suposta incapacidade. É necessária a mudança de<br>práticas sutis que engessam e legitimam a violência simbólica e impedem a inclusão de cidadãos<br>com deficiência na sociedade.</p> Maria Dolores Fortes Alves Guilherme Vasconcelos Pereira Dra. Daniela do Carmo Kabengele Dra. Daniela do Carmo Kabengele Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 193 204 POLÍTICA DE CURRÍCULO PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL E O PAPEL DO CUIDADOR EDUCACIONAL NA ESCOLA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3126 <p>Este trabalho objetiva analisar o papel do/a cuidador/a educacional no contexto escolar, mediante à<br>política de educação inclusiva e de currículo para a Educação Especial, destinada a pessoas com<br>deficiência, na rede municipal de educação da cidade de Campina Grande, Estado da Paraíba.<br>Classifica-se como pesquisa qualitativa, associado à análise documental, tendo como instrumento<br>de coleta de dados um questionário online. Colaboraram com a pesquisa quatro cuidadoras<br>educacionais e quatro professoras de duas escolas da referida rede de ensino, expressando-se<br>sobre adequação às exigências da política de Educação Especial, em termos de qualificação,<br>atualização sobre as políticas de inclusão e os processos de implementação destas. Conclui-se que,<br>nestes processos, cuidadores e cuidadoras educacionais exercem papel relevante e contribuem<br>decisivamente com professores e professoras, porém enfrentam desafios, tais como a baixa<br>efetividade das políticas públicas; a falta de reestruturação organizacional e flexibilização das<br>propostas curriculares; a desvalorização profissional, que inclui a baixa remuneração.</p> Francisca Pereira Salvino Profa. Maria do Socorro Oliveira Abrantes Derechos de autor 2021 2021-10-18 2021-10-18 205 227 AS TECNOLOGIAS ASSISTIVAS COMO INTERFACE PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3127 <p>O objetivo deste artigo é de verificar como as tecnologias assistivas auxiliam no processo de ensino<br>e aprendizagem das crianças com deficiência e como colaboram no processo de inclusão<br>educacional desses sujeitos. Para isso, realizamos um estudo de caso de abordagem qualitativa<br>com cunho exploratório coletando os dados por meio de observações e entrevistas realizadas na<br>Sala de Recursos Multifuncionais de uma escola situada no município de Campina Grande-PB. Para<br>uma melhor compreensão estruturamos o trabalho em três capítulos, no primeiro enfatizamos o<br>desafio da inclusão partindo do contexto social ao educacional, o segundo capítulo discorremos<br>acerca da tecnologia assistiva (TA) e suas categorias finalizando com os resultados das observações<br>realizadas no lócus da pesquisa. Concluímos que as tecnologias assistivas são fundamentais no<br>processo de ensino e aprendizagem da criança com deficiência, possibilitando o desenvolvimento<br>destes nos aspectos cognitivos, sociais e afetivos, além de possibilitar a inclusão destes participando<br>das atividades escolares de maneira autônoma e independente.</p> Maria Lúcia Serafim Luisa Regina da Silva Pontes Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 228 248 PRÁTICAS INCLUSIVAS NO ENSINO SUPERIOR – AÇÕES DO NÚCLEO DE ACESSIBILIDADE DA URCA/CEARÁ/BRASIL http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3128 <p>A pesquisa em tela objetiva ressaltar a importância de inserir práticas inclusivas em instituições de<br>Ensino Superior, através das ações implementadas pelo Núcleo de Acessibilidade da Universidade<br>Regional do Cariri (NUARC). Diante do ingresso de estudantes com necessidades educacionais<br>especiais (NEE) nas instituições de Ensino Superior, surge a necessidade de implementação de<br>ações que garantam o acesso e a permanência desses estudantes nas IES. O NUARC surge<br>buscando não apenas atender tais demandas, mas também desenvolver ações que garantam o<br>aprendizado dos estudantes. Ademias apresentamos uma breve revisão literária acerca das<br>legislações que circundam a Educação Inclusiva. Nessa perspectiva, vale salientar a necessidade<br>das IES implementarem ações inclusivas, não apenas para o acesso ou permanência na instituição,<br>mas ações que possibilitem sensibilizar, esclarecer e informar a todos que compõe a comunidade<br>acadêmica.</p> Fábio Alexandre Santos José Simão de Oliveira Neto Luciana Maria de Souza Macêdo Pâmela Ferreira Martins Bch. Rodolfo Sérgio de Oliveira Bch. Rodolfo Sérgio de Oliveira Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 249 267 REVISÃO INTEGRATIVA SOBRE A PERSPECTIVA DE DOCENTES DO ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS QUANTO À INCLUSÃO http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3129 <p>A ação pedagógica dos docentes é destaque, por conta da função fundamental na proposição do<br>conhecimento. Nosso objetivo foi caracterizar o estado da arte envolvendo estudos científicos sobre<br>a perspectiva do professor quanto à inclusão do aluno público-alvo da educação especial,<br>considerando os aspectos atitudinais, pedagógicos e arquitetônicos. Para isso, utilizamos uma<br>revisão integrativa baseada numa síntese de resultados de artigos publicados nos últimos dez anos.<br>Elegemos 33 artigos, dos quais emergiram os temas principais para a discussão: atitudes dos<br>professores frente à inclusão; aspectos pedagógicos nas aulas inclusivas; formação voltada à<br>inclusão; estrutura nas edificações escolares. Os resultados expressam a existência de barreiras<br>atitudinais frente à inclusão, a necessidade de formação, a importância de apoio dos demais<br>funcionários e pais de alunos, necessidade e inabilidade no manuseio de recursos materiais, as raras<br>evidências de processos pedagógicos inclusivos e a lacuna de estudos quanto à estrutura das<br>edificações escolares.</p> . Geane das Chagas Silva Bruna Cecim de Souza Lúcio Fernandes Ferreira Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 268 288 A IMPORTÂNCIA DA ELABORAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO ENSINO DE QUÍMICA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3130 <p>O presente trabalho vem colaborar neste universo que se expande na busca por uma aprendizagem<br>significativa que atenda a todos os seus atores sociais, onde as diferenças sejam respeitadas e<br>compreendidas e, assim, focar no crescimento cognitivo de todos os envolvidos. Tendo como objetivo<br>investigar a elaboração de material didático inclusivo por parte dos licenciandos em Química da<br>URCA, utilizamos de uma abordagem metodológica qualitativa, os discentes foram orientados a<br>produzir modelos atômicos tátil de orbitais “s” e “p”. Nos resultados e discussões, apresentamos as<br>concepções dos discentes sobre a produção do material, o ensino e a aprendizagem da Química em<br>uma perspectiva inclusiva. Como resultado, observamos a necessidade de preparar os futuros<br>docentes na perspectiva de uma educação que seja voltada para a diversidade dos alunos,<br>respeitando as especificidades de cada um na aprendizagem e assim caminhar na construção de<br>uma educação crítica e reflexiva, de modo a abrir caminhos para que a inclusão se efetive e os<br>alunos recebam educação de qualidade.</p> Fábio Alexandre Santos José Simão de Oliveira Neto Pâmela Ferreira Martins Luciana Maria de Souza Macêdo Rodolfo Sérgio de Oliveira Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 289 303 A UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA – BRASIL E A REDE INTERNACIONAL SOLIDARIS: BOAS PRÁTICAS INCLUSIVAS http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3131 <p>A presente pesquisa objetiva discutir boas práticas inclusivas dos projetos coordenados pela<br>Coordenadoria de Relações Internacionais (CoRI) e pelo Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI)<br>da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) dentro do programa de expansão universitária da rede<br>internacional SOLIDARIS. As ações apresentadas foram realizadas entre agosto 2019 e dezembro<br>de 2020. Utilizamos a observação participante como ferramenta metodológica. Foram desenvolvidas<br>ações como: workshops e cursos de Braille e de Língua Brasileira de Sinais (Libras); atendimento<br>psicopedagógico aos alunos com deficiência; ações educativas em instituições de ensino para<br>pessoas com deficiência visual e em escolas regulares que tinham alunos com deficiência; Oficinas<br>de jogos para alunos com deficiência ou não; divulgação das ações extensionistas da rede de<br>expansão SOLIDARIS. Os resultados indicaram que as parcerias entre universidades, a nível<br>nacional e internacional, e entre universidades e instituições de ensino especial e regular fortalece o<br>desenvolvimento de boas práticas inclusivas.</p> Christiano Cordeiro Soares Edineide Jezine Gilberto Rodrigues Carneiro Alexandre Cordeiro Soares Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 304 316 A FORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR CAMPONÊS SOB O OLHAR ECOFORMADOR, TRANSDISCIPLINAR E INCLUSIVO http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3132 <p>Este artigo expõe discussões teóricas sobre a leitura da proposta da educação do campo a partir da<br>transdisciplinaridade e da ecoformação. Busca-se compreender como pode ser pensada a formação<br>continuada do professor camponês para inclusão no contexto alagoano. As questões que nortearam<br>esse estudo foram: Quais as aproximações entre a educação do campo e as abordagens da<br>transdisciplinaridade e da ecoformação? Considerando as aproximações entre a educação do<br>campo e as abordagens da transdisciplinaridade e da ecoformação, como pode ser pensada a<br>formação continuada do professor camponês para o atuar inclusivo? Assim, este artigo é um estudo<br>bibliográfico. Como resultado, foi possível perceber, a partir das discussões teóricas, que a educação<br>do campo se aproxima da ecoformação e da transdisciplinaridade devido aos seus princípios, que<br>se encontram enraizados na ecologia, na valorização da relação do sujeito cognoscente com a<br>natureza e com a terra, que é a fonte de vida para o camponês. Outro ponto de aproximação<br>constatado é a articulação entre os diversos saberes ultrapassando os muros escolares, pois a<br>proposta de educação do campo busca valorizar os conhecimentos disciplinares, além do<br>conhecimento da conexão entre as disciplinas e, principalmente, os conhecimentos para além das<br>disciplinas: os saberes camponeses. Nesse contexto, a formação continuada do professor camponês<br>para o atuar inclusivo, a partir da transdisciplinaridade e da ecoformação, deve considerar o contexto<br>social no qual está inserido e sua relação complexa consigo mesmo e com o meio, dispondo de<br>continua prática reflexiva e dialógica.</p> Tamires Campos Leite Maria Dolores Fortes Alve Adalberto Duarte Pereira Filho Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 317 341 PEDAGOGIA VISUAL NAS AULAS DE CIÊNCIAS COM SURDOS: PRÁTICAS INCLUSIVAS DA PROFESSORA E DO INTÉRPRETE http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3133 <p>Esta pesquisa analisa situações didáticas pautadas na Pedagogia Visual adotadas pela professora<br>de Ciências e o intérprete de Libras direcionadas a alunos surdos. Adotou-se a abordagem qualitativa<br>que permite a compreensão e interpretação dos dados obtidos em entrevista e observação<br>sistemática com dois estudantes surdos, uma professora de Ciências e um intérprete de Libras. Ao<br>observar aulas de Ciências com exposição oral e dificuldades na aprendizagem do conteúdo animais<br>vertebrados aplicou-se uma proposta didático-pedagógica com videoaula para surdos e ouvintes<br>interpretada em Libras. A videoaula ampliou o uso dos recursos visuais nas aulas de ciências com<br>alunos surdos, compartilhada com a professora e o intérprete de Libras no ensino do conteúdo<br>Animais Vertebrados. A prática pedagógica com alunos surdos deve ser ressignificada em parceria<br>com a professora, o intérprete e alunos surdos, pois enfrentam dificuldades ao adotarem estratégias<br>de ensino, comunicação e avaliação baseadas nos princípios teórico-metodológicos da Pedagogia<br>Visual</p> Fernando Rodrigues Tavares Zélia Maria de Arruda Santiago Eduardo Gomes Onofre Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 342 355 UM AUTISTA, UMA ESCOLA, UMA HISTÓRIA: UM OLHAR SOBRE A INCLUSÃO DO ALUNO AUTISTA NO CONTEXTO ESCOLAR http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3134 <p>O sistema público de ensino no Brasil tem vivenciado cenários desafiadores no que se refere a<br>inclusão dos alunos autistas no contexto escolar. Nesse desenho teórico metodológico, observou-se<br>que apesar das conquistas no texto legislativo e médico-hospitalar, faz-se necessário mergulhar mais<br>profundamente nas tramas da sala de aula. Com o objetivo refletir sobre a inclusão de alunos autistas<br>no contexto escolar realizou-se uma pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica baseada nos<br>estudos de Carvalho (1999), Lima (2008) Mantoan (2006), dentre outros, na perspectiva do ensino.<br>Pontuou-se que é importante, para que, de fato ocorra efetivamente a inclusão de crianças autistas<br>no ambiente escolar, haja uma conscientização social coletiva onde todos os membros que<br>compõem a sociedade conheçam, integrem-se e lutem de modo a incluir conceitual, atitudinal e<br>procedimentalmente aceitando as diferenças.</p> Vânia Batista dos Santos Rômulo Tonyathy da Silva Mangueira Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 356 371 A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO DO INTÉRPRETE DE LIBRAS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DO ALUNO SURDO NA ESCOLA REGULAR: EM ANÁLISE A VOZ DO SURDO http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3135 <p>As discussões acerca da inclusão dos discentes surdos no ambiente escolar, muito se fala sobre o<br>acesso e permanência desses em escolas da rede regular de ensino. O objetivo deste estudo é<br>investigar qual a importância do trabalho do intérprete no processo de ensino e aprendizagem do<br>sujeito surdo na escola regular. Para fins de reflexões teóricas foram utilizadas como aporte autores<br>como Quadros (2004; 2019), Vitaliano (2010), Skliar (2017), Lacerda (2000), Kelman (2010),<br>Magalhães e Nóvoa (1992), dentre outros. Constatou-se que o aluno surdo ainda é recebido na<br>escola sem que haja uma preparação básica, nesse caso, o acesso linguístico. E sobre este aspecto,<br>o aluno compreende, valoriza e reconhece a importância do trabalho do intérprete para o processo<br>de ensino e aprendizagem e que sem a presença desse profissional em sala de aula, a falta de<br>acessibilidade linguística compromete todo o processo de interação e de construção do<br>conhecimento</p> Douglas da Silva Cunha Joseilda Alves de Oliveira Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 372 390 PERFIL DA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DE UMA REGIÃO DO ESTADO DA BAHIA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3136 <p>Este artigo teve como objetivo conhecer a formação dos professores de Atendimento Educacional<br>Especializado dos municípios da região do Piemonte da Diamantina, Bahia. Para o desenvolvimento<br>do estudo, foi construído um questionário de perguntas fechadas, que serviu de instrumento para<br>captação dos dados, neste caso as opiniões dos sujeitos acerca das perguntas que visam<br>contemplar a categoria da formação profissional. Sintetizando os achados da pesquisa: são em sua<br>maioria Licenciados em Pedagogia mas que não tiveram componentes curriculares no que diz<br>respeito a Educação Especial; fizeram seu curso de graduação em Universidade pública estadual e<br>a Especialização em Educação Especial e/ou inclusiva em instituição de ensino privada; Fazem<br>frequentemente cursos de curta duração promovidos sobretudo pelas Secretarias Municipais de<br>Educação, porém em sua maioria se dizem insatisfeitos com a oferta de cursos oferecidos e afirmam<br>que a Secretaria dá o incentivo mas não oferecem mais ajuda.</p> Osni Oliveira Noberto da Silva Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 391 408 DA ESCOLA DE OUVINTES À ESCOLA INCLUSIVA: REFLEXÕES AO REDOR DA EDUCAÇÃO DA PESSOA SURDA http://revistainclusiones.org/index.php/inclu/article/view/3137 <p>O presente trabalho teve como objetivo investigar a partir da perspectiva dos sujeitos surdos o seu<br>processo de inclusão nas instituições regulares. Para a coleta foram feitas entrevistas<br>semiestruturadas, realizadas por uma intérprete, que versavam sobre as práticas pedagógicas, papel<br>do intérprete e interação social experienciadas na escola inclusiva. Os dados foram interpretados a<br>partir da técnica de análise de conteúdo. Na percepção dos alunos surdos suas vivências escolares<br>foram marcadas pela exclusão pedagógica e social, poucos professores adaptavam seus métodos<br>de ensino, além de sofrerem com estigmas e o distanciamento social do seus pares ouvintes.<br>Reconhecem-se falantes da língua de sinais e valorizam o papel do intérprete. Consideram que a<br>disseminação do uso da língua de sinais no contexto escolar e o investimento na formação<br>metodológica do professor e no seu aprofundamento do conhecimento da cultura surda são<br>condições necessárias para uma educação bilíngue de qualidade.</p> Antonio Luiz Silva Diana Sampaio Braga Livânia Beltrão Tavares Karinne Rodrigues da Costa Derechos de autor 2021 2021-10-15 2021-10-15 409 424